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Postado em 23 de Janeiro de 2017 às 16h28

AS IDEIAS INOVADORAS DE GUTO REQUENA

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Profissional falou sobre perspectivas de futuro da Arquitetura e Design

O arquiteto e urbanista Guto Requena esteve em Chapecó ainda em outubro. A convite do Núcleo D e com apoio da Uceff, ele contou sobre suas experiências em uma palestra com o tema "Esculpindo memórias: Design e comportamento na era digital". O arquiteto, que gosta de pesquisar novos conceitos, novos modos de vida, acredita que o arquiteto e designer não podem mais olhar pra trás. Para ele, estes profissionais devem propor uma transformação física, sensorial e cognitiva. "O design está em crise e precisa se reinventar, enfatiza”.

Requena explica que a sustentabilidade é um dos guias nesse momento. É preciso criar móveis e casas sem data de validade. "O profissional tem a responsabilidade de pensar e ser mais atemporal. Os objetos vão além da beleza. Precisam ser funcionais e contar uma história."

Durante sua fala, ele apresentou alguns de seus cases. O que talvez tenha mais impacto é o "Love Project", que é uma experiência de design, ciência e tecnologia que transforma emoções captadas em narrativas de amor em objetos do cotidiano. "O projeto sugere um futuro em que produtos únicos carreguem histórias íntimas e pessoais, de modo que o seu ciclo de vida seja muito mais longo, num conceito de sustentabilidade afetiva." Ele explica que criou uma interface que, por meio da narrativa de pessoas, histórias são transformadas em objetos impressos em 3D.

Outro ponto defendido pelo profissional é o de que os arquitetos e designers precisam estar atentos às novas configurações de famílias. Para ele, as casas não podem mais ser divididas em inúmeros cômodos, sem a possibilidade de mudança. Assim como o tamanho das famílias mudam, as residências precisam ser adaptáveis às diferentes realidades.

Muito ligado à tecnologia, grande parte de seus trabalhos utilizam dela para passar mensagens, criar paisagens sonoras ou imagens. "A tecnologia não se opões à natureza", afirma. Um exemplo é o "Light Creature", a fachada que criou para o WZ Hotel Jardins em São Paulo. As chapas metálicas instaladas reagem conforme a poluição do ar e sonora. Um lembrete de como a arquitetura pode contribuir com a sociedade.

Texto: Lauren Stella Diedrich
Fotos Elizandro Giacomini

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